FACEBOOK X MUNDO

FACEBOOK X MUNDO

12/07/2021 0 Por Divino Leitão

DEFENDENDO O FACEBOOK

Quem me acompanha sabe que sou um dos maiores críticos ao que vem acontecendo no Facebook, a rede criada para unir as pessoas está se transformando exatamente no contrário do que teria sido seu propósito inicial.

Não quero posar de “bonzinho” e tampouco fazer papel de “advogado do diabo”, mas é fato que existem motivos para isso acontecer e este é o motivo de escrever um texto que vai — paradoxalmente — contra minha opinião sobre esta rede de intrigas.

Como qualquer pessoa comum, tenho que fazer em primeiro lugar um mea-culpa, pois tenho umbigo, como todo mundo e quase sempre olho mais para ele do que ao redor, portanto não posso culpar uma ferramenta por consequências naturais do mau uso que posso fazer dela.

O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções” (karl Marx, na melhor das intenções)

Então peço que não busquem contradições entre o que digo aqui — como ser pensante — e o que digo no próprio Facebook ou Hatebook ou ainda Fakebook, que são termos que uso comumente, especialmente quando sou diretamente atingido pelas tais consequências.

Mark Zuckerberg é atualmente uma das pessoas mais visadas do planeta e está sendo processado por praticamente todos os países, sendo odiado em muitos deles e até mesmo pelo polêmico Donald Trump — que prefiro chamar de Tramp — que foi teve a conta bloqueada “para sempre” no Facebook e outras redes sociais.

Mark Zuckerberg e Donald Trump se encontram em Washington | Exame

Hipocrisia é bom e eu gosto.

 

O que  certamente faz mais falta a Tramp é algo bastante simples:

Facebook é a mais influente das redes sociais do planeta, isso é fato.

QUAL O PROBLEMA?

Não importa se questionam o tal algoritmo do Facebook, suas práticas ou mesmo a forma como está dominando outras redes sociais em uma evidente tentativa de se tornar ainda mais poderosa.

Novo Algoritmo do Facebook: O que é e como afetasuas campanhas?

A causa real do problema é que quem se destaca, sempre conquista inimigos e sejam os motivos de cada, um reais ou não.

O fato é que poucos sistemas no mundo são tão visados quanto o Facebook.

Google, por exemplo é certamente tão — ou mais — influente quanto o Facebook, porém nenhum dos serviços do Google sofre tantos ataques e questionamentos quanto o Facebook, talvez por oferecer uma quantidade razoável de benefícios, mas as práticas negativas são as mesmas e certamente em maior escala, no entanto não parece causar tantas polêmicas ou insatisfações.

Uma das mais criticadas atividades do Facebook, certamente é sua política quem permite imposição de narrativas ou opiniões, representadas tanto por apoio a causas específicas quanto pela forma como lida com as quebras desta  política, sem oferecer — de fato — possibilidades de defesa aos atingidos ou que se consideram atingidos.

Se analisarmos a luz do equilíbrio. as políticas são corretas, o problema é que vem sendo muito mal executadas, permitindo-se frequentemente dois pesos e duas medidas.

Dois pesos e duas medidas? - Universal.org - Portal Oficial da Igreja Universal do Reino de Deus - Universal.org – Portal Oficial da Igreja Universal do Reino de Deus

Qualquer imagem com duplo sentido pode ser punida, enquanto chamar um presidente de genocida parece algo “normal” perante o Facebook. Lembrando que se trata de crime federal, além de ser algo bastante grave.

Tente — por exemplo postar — que o nosso STF é “uma vergonha” e verá imediatamente a diferença dos níveis de tolerância, comprovando que o fiel da balança não é o Facebook, porém o serviço se torna cumpíce, ao permitir tais paradoxos.

Fala-se muito em preservar a integridade de grupos ou minorias, no entanto onde está o bom exemplo?

Com certeza não está no Facebook!

Se fizer uma piada sobre a opção sexual o Facebook pune com rigor, no entanto permite que se faça apologia ao nazismo, algo que é muito estranho, especialmente em um local cujo poderoso chefão ostenta um nome judeu.

Custo a crer que Zuckerberg tenha qualquer simpatia pelo nazismo, isso é algo que só os nazistas tem.

O ponto é que ninguém gosta de confrontar nazistas, mas pessoas ditas “algo-fóbicas” são alvos preferidos de pequenos exércitos, muito atuantes, capazes de rebater qualquer coisa que considere um ataque a sua opção de vida e usam todos os truques para isso.

Das 4 suspensões que o Facebook já me impôs, 3 delas foram por ter comentado uma piada que envolve preferência sexual e não importa se o comentário é contra ou a favor, o que importa é impor a suspensão. Provavelmente é uma mesma pessoa, que se aproveita do anonimato para usar um recurso que o Facebook disponibiliza especialmente para covardes.

O “Tio Zuck” não tem como checar pessoalmente cada crítica e evidentemente está muito mal assessorado por uma IA de eficácia duvidosa e uma súcia de PA (Pessoas Artificiais) ainda pior, que atuam de forma tendenciosa e maldosa, literalmente atirando conta o próprio pé… ou seria no pé do patrão?

Ao aplicar punições sem a devida comprovação de que se descumpriu um acordo, o Facebook comete um crime, previsto na constituição brasileira, o direito fundamental a defesa. Na verdade finge que “fornece” esta opção, mas a prática já demonstrou que não funciona, se você é suspenso ou expulso a única opção é criar uma conta falsa ou cumprir o que foi imposto.

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O maior problema é que serviços associados, como páginas e grupos também ficam impedidos de serem utilizados, prejudicando eventuais atividades profissionais, que nada deveriam ter a ver com a conta particular, até porque algumas são de serviços pagos.

Duvido que nos EUA seja assim, ou haveria tantos processos que o Facebook não aguentaria, mas em países — como o Brasil — onde a própria justiça é uma piada, fazem a festa.

Ao permitir o anonimato o Facebook se torna também cúmplice de pilantras de diversos tipos, que por vezes dedicam-se de forma remunerada a bloquear grupos, páginas ou pessoas.

A perseguição a pessoas, conceitos e empresas é evidente e pode ser praticada por “qualquer mané” basta uma conta no Facebook e uma única denúncia sobre uma questão polêmica, muitas vezes existente apenas no pequeno cérebro de quem a pratica.

Além disso o Facebook insiste em um serviço de chect fact que é uma verdadeira aberração, uma vez que aparentemente as agências são comprometidas com suas filosofias e não com a verdade ou com os fatos. Tanto que falham e muitas vezes tem que pedir desculpas pelos erros, mas continuam credenciadas.

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Na imagem acima, uma evidente piada é marcada como “falsa” sendo que a única coisa realmente falsa na imagem é afirmar que uma ex-presidente, que inclusive sofreu impeachment ainda é “presidenta” de algo.

Se um checador de fatos erra em seu trabalho o correto seria simplesmente perder o cargo, manter isso é como manter um sinal de trânsito quebrado, na esperança que não cause acidentes.

E se você mantiver a postagem, ainda que não seja falsa, o Facebook rotula seu próprio perfil como mentiroso, em uma indisfarçável postura fascista, que é justamente a que alega combater.

Particularmente considero útil que tais serviços existam e que se possa fazer denúncias, porém o ponto não é este, mas o fato que o Facebook está fazendo isso da forma mais errada possível.

É uma “sinuca de bico” porque se não fizer, será apanhado em questões legais. Em alguns países está proibido de operar ou com restrições graves e a tendência é que isso aumente, já que um serviço de internet não pode se considerar além das leis de cada país, precisa se adaptar a elas.

Ao fazer de forma ineficiente causa degradação da confiabilidade do sistema e vários serviços estão só na expectativa de se tornarem os preferidos da população mundial.

Talvez isso explique porque o Facebook investe tanto em comprar outros serviços, mas isso pode ser uma armadilha, porque se o tombo for bom, vai levar tudo junto.

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CONCLUSÃO

Minha mãe, quando viva, fugia do Facebook, tanto que tem várias contas lá, a maioria criada pelos filhos e ignoradas por ela, que tinha motivos bem claros para isso.

Achava — muito corretamente — que o Facebook era invasivo, pois lá apareciam coisas de pessoas que ela nem conhecia e nunca tinha autorizado e isso do alto de seu desconhecimento em tecnologia.

Tentei explicar que poderia usar o Facebook apenas entre amigos, mas a resposta era sempre a mesma, porque faria isso se tinha outras opções — como o Whatsapp — onde só quem ela autorizava poderia mandar mensagem.

Mal sabia, a doce velhinha, que o Whatsapp já estava “na mira” do Facebook.

Também acho o Facebook muito invasivo e apesar das ferramentas para impedir isso a minha pergunta sempre foi:

— Para que usar o Facebook se minha intenção é não receber tanta informação?

Realmente não faz sentido, exceto se meu desejo é ser o chato que fica enviando SPAM para todo mundo, ou seja, o remédio oferecido pelo Facebook é a própria doença.

Quando o remédio é pior que a doença - TecMundo

É evidente que onde se concentram muitas pessoas sempre vai haver problemas. No caso do Facebook me parece que existe uma atração maior de pessoas sem qualquer competência para criar ou brilhar, então elas entram em busca de algo para sugar, em busca do que consumir, como rêmoras e outros seres que precisam do comensalismo para existir.

É fato que não escrevi este texto para “defender” o Facebook, mas para constatar e comprovar que minha decisão de evitá-lo é a mais correta a ser tomada. Não vejo — no momento — uma forma de fazer isso rapidamente, mas é questão de tempo: ou desisto do sistema, ou ele desiste de mim ou morre… não vejo outra opção a médio prazo.

Não há qualquer intenção de minha parte em influenciar qualquer pessoa a fazer o mesmo, até porque tenho consciência de não ter esse “poder”.

Na verdade considero algo como o Facebook uma ferramenta útil, apenas muito mal utilizada pelos seus próprios usuários, especialmente pessoas e instituições mal intencionadas, como os que fazem anúncios totalmente mentirosos e golpistas, com a total aprovação do sistema, uma vez que objetivo da empresa — plenamente alcançado — é o de faturar cada vez mais.

E não estão sozinhos nisso… a Internet está coalhada de oportunistas.